Ex Vice-Prefeito de Itapuranga é Condenado Criminalmente em Primeira Instância


Por Divino Magalhães Filho
Itapuranga-GO, 22/06/2017


Após investigações que desaguaram na Operação Saúde I, deflagrada nos idos de 2008 (mês de dezembro) e a oferta, em 25 de novembro de 2011, de uma Denúnicia pelo Ministério Público de Goiânia, apontando envolvimento de quatro pessoas na fraude (adulteração), via oferecimento/recebimento de propinas, da fila de cirurgia-não importando a gravidade de pacientes-no Hospital de Urgências de Goiânia HUGO, a Juiza de Direito em Substituição, Patrícia Dias Bretas, condenou, no dia 08 de maio último, Cléria Pires da Silva, Áudima Cristina de Bastos Celes, Edvaldo dos Santos Rosa e o político José Garcia Pires PP, que foi Vereador por duas vezes, Secretário Municipal, também, por dois momentos e Vice-Prefeito (2013/2016) em Itapuranga-GO, sua Terra natal.

 

Conforme a Denúncia dos Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado-Gaeco, a trama, descoberta em 2008, se dava da seguinte maneira: a mentora-chefe seria a, na época, funcionária pública Estadual da Saúde, Cléria Pires da Silva, que era Coordenadora do Setor de Autorização de Internação Hospitalar-AIH do HUGO e que, se aproveitando do cargo, cobrava entre RS 50 e RS 200 para agilizar as cirurgias que eram requisitadas/apontadas por assessores de políticos ou até mesmo pelos próprios políticos, que se propunham a pagar o que era solicitado por Cléria Pires. Desse modo, não respeitando o princípio da gravidade dos pacientes, a funcionária furava a fila do Hospital, passando adiante pessoas que tinham o aval dos possíveis pagadores de propinas.

 

Ainda de acordo com o que contou a Denúncia do Ministério Público, igualmente a José Pires Garcia, tanto Áudima Cristina de Bastos Celes-que, na época, exercia a função de Assessora Parlamentar na Assembleia Legislativa de Goiás-quanto Edvaldo dos Santos Rosa teriam pagado propina à Cleira Pires, para obterem privilégios no que tocava ao corte da fila de cirurgia do Hospital de Urgências de Goiânia.


Diante do relato Promotorial e depois de uma longa tramitação processual do caso, a Juiza Patrícia Dias Bretas, de Goiânia, condenou, no dia 08 de maio último, as quatro pessoas, até então, apontandas como envolvidas no esquema, que, são elas: Cléria Pires da Silva, Áudima Cristina de Bastos Celes, Edvaldo dos Santos Rosa e o político itapuranguense, José Garcia Pires-Té, do Partido Progressista; todos foram condenados a 2 anos e 8 meses de prisão mais 13 dias multas, penas que foram convertidas em prestações de serviços à Comunidade ou à uma Entidade Pública, mais uma prestação pecuniária (pagamento) na quantia de 5 mil e 8 reais, por cada um, que segundo a Sentença, será destinada a uma das Varas de Execuções Penais da Comarca de Goiânia. Patrícia Bretas, também, mandou que as custas processuais ficassem a cargo dos condenados. Os sentenciados têm direito a recorrer do caso em conto.

 

O Outro Lado


Das quatro pessoas aqui citadas, a Reportagem conseguiu contato somente com a Defesa de José Garcia Pires. O advogado River Paulo Siqueira contestou a condenação de seu cliente, alegando fragilidade nas provas usadas, depoimento de Cléria Pires da Silva que, segundo ele, inocenta José Garcia. "Questionada, se havia pedido dinheiro a José Garcia, Cléria disse que sim, mas, que ele não pagou", relatou o advogado River Paulo que, também, disse que já entrou com um Embargo Declaratório questionando alguns pontos da Sentença que condenou José Garcia. River Paulo conta que, no Recurso empreendido, também requereu, "pelas fragilidades das provas, a anulação da condenação de seu cliente ou a redução da pena para no máximo dois anos para, segundo o advogado, almejar, conforme a Legislação, a prescrição do caso.

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